{"id":268,"date":"2021-03-22T16:30:43","date_gmt":"2021-03-22T20:30:43","guid":{"rendered":"https:\/\/redeecoabms.ufms.br\/?p=268"},"modified":"2023-02-15T15:21:55","modified_gmt":"2023-02-15T19:21:55","slug":"gordofobia-medica-uma-barreira-entre-o-usuario-dos-servicos-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/occa.ufms.br\/en\/gordofobia-medica-uma-barreira-entre-o-usuario-dos-servicos-de-saude\/","title":{"rendered":"Gordofobia M\u00e9dica: uma barreira entre o usu\u00e1rio dos servi\u00e7os de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>Segunda-feira, 8 de junho de 2020. No <a href=\"https:\/\/www.agazeta.com.br\/colunas\/rayane-souza\/advogada-sofre-constrangimento-pelo-seu-peso-em-programa-de-tv-0620\">Programa Mulheres da Rede Gazeta<\/a>, a pauta \u00e9 viol\u00eancia dom\u00e9stica. A advogada Sandra Daniotti responde d\u00favidas de telespectadores. O assunto est\u00e1 em alta. Isso porque o isolamento durante a pandemia de Coronav\u00edrus deixa as mulheres ainda mais expostas aos seus agressores. Segundo dados do Minist\u00e9rio da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos, as den\u00fancias recebidas atrav\u00e9s do canal 180 subiram 40% no m\u00eas de abril, numa alta progressiva desde fevereiro em rela\u00e7\u00e3o a 2019.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica Maith\u00ea Pimentel, em transmiss\u00e3o ao vivo, surge com uma pergunta. &#8220;Sandrinha, se eu te pedir uma coisa, voc\u00ea me ajuda? Eu quero te ajudar a emagrecer!&#8221;. Visualmente constrangida, a advogada justifica seu peso e recebe os conselhos n\u00e3o solicitados e inoportunos da profissional de sa\u00fade. Mais tarde, a apresentadora Regina Volpato pediu desculpas pelo ocorrido em v\u00eddeo no Instagram.<\/p>\n<p>O momento, absolutamente inadequado, demonstra como s\u00e3o comuns os coment\u00e1rios a respeito da est\u00e9tica do corpo feminino. O assunto surge at\u00e9 mesmo para interromper um tema jur\u00eddico socialmente relevante. A \u201cdica amiga\u201d, ou a humilha\u00e7\u00e3o em rede nacional, vem com um verniz de preocupa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade. Esse \u00e9 um epis\u00f3dio de gordofobia m\u00e9dica.<\/p>\n<p>A gordofobia m\u00e9dica acontece quando um profissional da sa\u00fade trata um paciente considerado acima do peso com discrimina\u00e7\u00e3o e preconceito. \u201cObesidade \u00e9 doen\u00e7a realmente e \u00e9 um fato de risco de v\u00e1rias doen\u00e7as. Mas no momento em que voc\u00ea coloca um estigma, como se a culpa de estar obeso, de estar acima do peso fosse do paciente, voc\u00ea se nega a enxergar aquela pessoa como ela \u00e9, com as caracter\u00edsticas particulares e \u00fanicas que ela tem, como se todos os obesos fossem iguais\u201d, pontua Fernanda Gomes de Melo, m\u00e9dica endocrinologista e nutr\u00f3loga em <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BUtfOQICyG0&amp;t=15s\">entrevista ao canal EuVejo<\/a>, da jornalista Daiana Garbin.<\/p>\n<p>Segundo a profissional, existem diversos fatores que podem influenciar o peso e mesmo o emagrecimento planejado varia de acordo com o indiv\u00edduo. Al\u00e9m disso, as consequ\u00eancias negativas do sedentarismo e pr\u00e1ticas alimentares inadequadas tamb\u00e9m podem afetar igualmente pessoas magras, mesmo sem altera\u00e7\u00f5es visuais.<\/p>\n<p>O documento \u201c<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41591-020-0803-x\"><em>Joint international consensus statement for ending stigma of obesity<\/em><\/a>\u201d, publicado em maio de 2020 na revista cient\u00edfica Nature, aborda o estigma perverso e persistente enfrentado pelas pessoas com obesidade. Essas pessoas, ainda que n\u00e3o existam evid\u00eancias para tal, s\u00e3o lidas socialmente como pregui\u00e7osas, glut\u00f5es, sem for\u00e7a de vontade e autodisciplina. Isso acontece em diversos espa\u00e7os, tendo consequ\u00eancias f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas. O pronunciamento foi assinado por diversas organiza\u00e7\u00f5es, sociedades cient\u00edficas e de pacientes, revistas m\u00e9dicas e institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e hospitalares.<\/p>\n<p>Entre os efeitos resultantes do estigma no peso, podemos citar o isolamento de adolescentes com sobrepeso e obesidade, danos \u00e0 sa\u00fade mental, altos n\u00edveis de ansiedade, baixa autoestima, estresse percebido e abuso de subst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Contrariando o senso comum, a humilha\u00e7\u00e3o infringida por familiares, amigos e mesmo desconhecidos n\u00e3o \u00e9 eficaz como incentivo. Pelo contr\u00e1rio. O estigma est\u00e1 relacionado a \u00edndices mais baixos de atividade f\u00edsica, consumo de dietas n\u00e3o saud\u00e1veis e aumento do comportamento sedent\u00e1rio, al\u00e9m de maior ganho de peso ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Indiv\u00edduos com sobrepeso e obesidade que foram vitimados pela gordofobia apresentam n\u00edveis mais elevados de prote\u00edna c-reativa circulante, cortisol, risco cardiometab\u00f3lico de longo tempo e aumento na mortalidade em compara\u00e7\u00e3o a indiv\u00edduos que n\u00e3o a vivenciam.<\/p>\n<p>Especificamente na \u00e1rea m\u00e9dica, evid\u00eancias sugerem que profissionais da sa\u00fade investem menos tempo em consultas e fornecem menos educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade para pacientes com obesidade comparado a pacientes magros. Pacientes que passam por preconceitos com rela\u00e7\u00e3o ao peso no sistema de sa\u00fade obt\u00e9m poucos resultados em tratamento e tem mais probabilidade de evitar procurar ajuda no futuro.<\/p>\n<p>Ainda segundo o consenso, esse preconceito infiltra-se em pol\u00edticas p\u00fablicas, na comunica\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica, que refor\u00e7a imagens distorcidas acerca de indiv\u00edduos acima do peso, e acarreta em financiamento relativamente baixo para pesquisas sobre o tema. Isso tudo \u00e9 ainda mais grave quando o ganho de peso \u00e9 atribu\u00eddo a causas individuais, como se fosse mero resultado de escolhas pessoais e fatores internos control\u00e1veis.<\/p>\n<p>Quando \u00e9 considerada a complexidade de fatores que causam a obesidade, incluindo fatores gen\u00e9ticos, biol\u00f3gicos e comportamentais, h\u00e1 menos culpa e estigma. O que esses dados deixam claro \u00e9 a necessidade de abandonar antigos discursos e apoiar-se em evid\u00eancias cient\u00edficas, se quisermos mudar o cen\u00e1rio da epidemiologia nutricional que aponta continuamente para o aumento da obesidade.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o fornecida pelo documento, de leitura obrigat\u00f3ria a profissionais que pretendem tratar os pacientes obesos com respeito, revela que preencher a lacuna entre as evid\u00eancias e a narrativa socialmente constru\u00edda sobre a obesidade, apoiada em presun\u00e7\u00f5es e conceitos err\u00f4neos, pode reduzir o preconceito e aliviar suas numerosas implica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ana, jornalista, sabe bem o que \u00e9 gordofobia m\u00e9dica. Ela desenvolveu Diabetes mellitus tipo 2, uma doen\u00e7a comum na fam\u00edlia. Depois de alguns meses do in\u00edcio do tratamento, o m\u00e9dico sugeriu fazer a cirurgia bari\u00e1trica. Mesmo ap\u00f3s a recusa da paciente, o profissional continuou insistindo nas tr\u00eas consultas seguintes, chegando at\u00e9 a solicitar os exames necess\u00e1rios. &#8220;\u00c9 uma escolha sua, mas se voc\u00ea fosse minha irm\u00e3, te dava um tapa na orelha e diria que voc\u00ea vai fazer sim&#8221;, argumentou o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, Ana tinha 90 quilos e obesidade tipo 1. Hoje, com o tratamento correto, tem 82 kg, na faixa de sobrepeso, e diabetes controlada. &#8220;Eu tenho m\u00e3e e tia que fizeram a cirurgia e sei o quanto os efeitos colaterais, como a S\u00edndrome de Dumping, as afeta. Al\u00e9m disso, eram obesas m\u00f3rbidas&#8221;.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia n\u00e3o definiu sua percep\u00e7\u00e3o sobre profissionais de sa\u00fade. \u201cExiste muita gente boa, que respeita o seu corpo e tamb\u00e9m tem outros que ficam presos em dogmas retr\u00f3grados e reproduzem isso aos seus pacientes\u201d, aponta. Para ela, o discurso ainda \u00e9 repassado pelos pr\u00f3prios pacientes, que se apoiam na autoridade m\u00e9dica para fazer coment\u00e1rio gordof\u00f3bicos, disfar\u00e7ados de preocupa\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade alheia.<\/p>\n<p>\u201cCuidar da sa\u00fade \u00e9 ser mais humano em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a, ao corpo da pessoa, ao momento\u201d, pondera. Ana acredita que solu\u00e7\u00f5es simples, como pr\u00f3pria compreens\u00e3o do termo gordofobia, poderiam aumentar a qualidade do atendimento, inclusive no Sistema \u00danico de Sa\u00fade.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cJ\u00e1 fiz milh\u00f5es de dietas milagrosas e restritivas, j\u00e1 tomei muito rem\u00e9dio, malhei como se n\u00e3o houvesse amanh\u00e3. Mas conhecimento d\u00e1 poder e, ao longo do tempo, fui entendendo meu corpo, entendendo que a sociedade e seu padr\u00e3o inating\u00edvel sempre iriam cobrar um corpo que eu n\u00e3o poderia ter, ent\u00e3o passei a me amar mais e ligar menos pras opini\u00f5es\u201d. Foi assim que passou a entender o seu corpo e cuidar dele, n\u00e3o com um objetivo de magreza, mas sim bem-estar.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c0s vezes, o preconceito com o peso pode inclusive atrapalhar a investiga\u00e7\u00e3o cl\u00ednica assertiva. Foi o que aconteceu com Sarah. H\u00e1 tr\u00eas anos, ela sofria de desregula\u00e7\u00e3o hormonal e foi aconselhada pela ginecologista a procurar um endocrinologista. Depois de toda a dificuldade de encontrar um profissional que aceitasse pacientes novos, foi \u00e0 consulta e informou a sua queixa.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEu disse a ela que queria fazer exames e precisava investigar a tireoide. Ela me atravessou dizendo que pessoas acima do peso t\u00eam problemas hormonais mesmo, porque s\u00e3o gordas e a tireoide \u00e9 a desculpa perfeita. Perdi o hor\u00e1rio de almo\u00e7o e a vontade de descobrir al\u00e9m\u201d, lembra. S\u00f3 alguns meses depois, conheceu outra profissional com a mesma especializa\u00e7\u00e3o. O tratamento adequado? Reposi\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio T4.<\/p><\/blockquote>\n<p>S. H., aos quatorze anos, foi a uma nutricionista pela primeira vez aos 14 anos, acompanhado da m\u00e3e. Depois do recordat\u00f3rio alimentar, a profissional queria encaminhar H., que tinha sobrepeso, para uma consulta com m\u00e9dico e psic\u00f3logo, visando a cirurgia bari\u00e1trica. A prescri\u00e7\u00e3o da dieta veio acompanhada de uma s\u00e9rie de medicamentos fitoter\u00e1picos e suplementos de minerais, mesmo sem a necessidade comprovada por exames bioqu\u00edmicos.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Foi uma sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia. Fiquei triste porque, pra mim, nunca foi f\u00e1cil. Parecia que n\u00e3o havia solu\u00e7\u00e3o. Foi dif\u00edcil seguir a dieta porque tinha v\u00e1rios alimentos que eu n\u00e3o gostava e que eram impostos&#8221;.<\/p><\/blockquote>\n<p>Apesar de j\u00e1 sentir muita vergonha do corpo, que o impedia mesmo de tomar banho de piscina, ele ouviu da profissional que tinha que tomar atitude e seu peso era \u201cfeio para sua idade\u201d. Ela tamb\u00e9m o advertiu que, ao chegar \u00e0 vida adulta, teria um peso muito maior.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Um bom relacionamento com o corpo faz muita diferen\u00e7a. Tive epis\u00f3dios de compuls\u00e3o, pegava o dinheiro escondido para comprar comida. Bate a tristeza quando voc\u00ea v\u00ea que \u00e9 o menino mais gordo da sala. Ou de qualquer lugar que voc\u00ea vai\u201d, destaca.<\/p><\/blockquote>\n<p>Se a profissional tivesse sido mais emp\u00e1tica, envolvendo-o no processo, o resultado seria diferente. Hoje, estudante de Nutri\u00e7\u00e3o, ele pensa em fazer diferente. \u201cSeria mais efetivo se o profissional tivesse uma abordagem que considerasse uma verdadeira Educa\u00e7\u00e3o Alimentar e Nutricional\u201d.<\/p>\n<p>A ci\u00eancia \u00e9 uma ferramenta \u00fatil contra a gordofobia. Mas a maior arma contra a preconceito \u00e9, certamente, a escuta emp\u00e1tica e um aconselhamento que considere todos os aspectos daquele indiv\u00edduo \u00fanico. Assim como os pacientes que gentilmente cederam seu tempo para essa reportagem, toda pessoa tem sua hist\u00f3ria. E um tratamento realmente ben\u00e9fico come\u00e7a com a vontade de enxergar al\u00e9m das apar\u00eancias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-274 alignleft\" src=\"http:\/\/redeecoabms.ufms.br\/files\/2021\/03\/Consenso-225x300.png\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/occa.ufms.br\/files\/2021\/03\/Consenso-225x300.png 225w, https:\/\/occa.ufms.br\/files\/2021\/03\/Consenso-240x320.png 240w, https:\/\/occa.ufms.br\/files\/2021\/03\/Consenso.png 491w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/>Joint international consensus statement for ending stigma of obesity<\/strong><\/p>\n<p>Esse consenso \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o conjunta de v\u00e1rias entidades cient\u00edficas. Seu objetivo \u00e9 acabar com o estigma da obesidade. O material d\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre os impactos dos estere\u00f3tipos e preconceitos na sa\u00fade e bem-estar dos indiv\u00edduos com excesso de peso, al\u00e9m de trazer defini\u00e7\u00f5es de conceitos relevantes para o tema. Indica tamb\u00e9m caminhos e reflex\u00f5es pertinentes aos usu\u00e1rios dos sistemas de sa\u00fade e, principalmente, uma nova perspectiva para os profissionais. <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41591-020-0803-x.pdf\">Clique aqui para acessar.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segunda-feira, 8 de junho de 2020. No Programa Mulheres da Rede Gazeta, a pauta \u00e9 viol\u00eancia dom\u00e9stica. A advogada Sandra Daniotti responde d\u00favidas de telespectadores. O assunto est\u00e1 em alta. Isso porque o isolamento durante a pandemia de Coronav\u00edrus deixa as mulheres ainda mais expostas aos seus agressores. 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